RUBRO (2013)

O sangue, às vezes, não cabe na gente de tanto que esquenta. Aí transborda... Vermelho, encarnado, rubro. O sangue circula, mas também queima, ferve e explode na raiva ou no desejo de um corpo quente e úmido. O sangue também se esvai, anunciando a morte na hemorragia que colore a dor: RUBRO! Alimentando o ciclo da vida e os deuses do Orum. O sangue que escorre na pele fresca de mulher é Rubro. A mancha no lençol, falando de dor e de amor é Rubro.

Rubro é um solo de dança cuja principal motivação é o elemento sangue no universo simbólico da mulher, assim como as formas pelas quais o feminino é representado na mitologia dos orixás. O projeto foi vencedor do Prêmio Klauss Vianna em 2011. Poucas substâncias carregam tanto valor simbólico quanto o sangue. Derramado desde o nascimento, ele é ao mesmo tempo sinal de vida e de morte, de saúde e de doença, de força ou de impotência, de sacrifício, redenção e renovação. Ao longo da história, o sangue também foi usado para manter o poder em mãos de determinadas dinastias — e até como justificativa para a expansão geopolítica de impérios. Neste trabalho, um corpo masculino é convidado a atravessar o drama do feminino — um feminino moldado pela presença constante do sangue, entre o mito e a carne, entre a criação e a dor. ​

FICHA TÉCNICA 

CONCEPÇÃO E DIREÇÃO: Renata Lima

COREOGRAFIA: Núcleo Coletivo 22

INTERPRETAÇÃO: Wellington Campos (Ngunga)

ASSISTENTE DE DIREÇÃO: Val Ribeiro

ENSAIADORA: Ively Viccari

CENOGRAFIA DIGITAL: Elisa Abrão

ILUMINAÇÃO: Felipe Stucchi

TRILHA SONORA: Studio Traquitana (Décio 7 e Cris Scabello)

DIREÇÃO DE IMAGENS: Elisa Abrão

FIGURINOS: Su Martins e Cris Alves

COSTUREIRA: Antonieta Magalhães

COLABORAÇÃO: Nathália Bernades e Sacha Witkowski

FOTOGRAFIA: Mariana Jácomo