CABOCLADA

Comprometido com a visibilidade das performances tradicionais, o Núcleo Coletivo 22 tem, nos últimos anos, ampliado seu olhar para a complexidade das relações afro-ameríndias, buscando aproximar-se dos saberes e fazeres dos povos indígenas. Essa aproximação se dá de forma crítica e respeitosa, consciente da necessidade de romper com os processos coloniais que historicamente invisibilizaram, folclorizaram e silenciaram as culturas tradicionais.

Com o desejo de dar continuidade, mesmo durante a pandemia, à pesquisa sobre as convergências e contaminações entre culturas indígenas e de matriz africana no Brasil — e suas reverberações na dança cênica contemporânea — o grupo propôs o projeto CABOCLADA – Por uma Dança Afro-Ameríndia. A proposta teve como foco tanto a qualificação do elenco quanto o fortalecimento de uma linguagem coreográfica baseada em poéticas afro-ameríndias, desenvolvida ao longo dos anos como base para a próxima criação cênica da companhia. Entre as ações realizadas no âmbito do projeto, destacam-se oficinas de Bumba Meu Boi com Talyene Melônio, Val Ribeiro, Jhonatan Oliveira e Wilson Miranda, além da exibição do vídeo Afoxé no Quintal e da versão online do espetáculo Por Cima do Mar Eu Vim.

Caboclada por uma Dança Afro-Ameríndia, contemplado pelo Edital de Dança Aldir Blanc - Concurso n° 08/2021 Secretaria de Cultura - Governo Federal.