PAU A PIQUE (2020)

Para erguer uma casa de pau a pique — moradia ancestral e rústica, presente nos sertões, quilombos e aldeias indígenas brasileiras — é preciso reunir muitos pés para pisar o barro. Depois de bem amassado e misturado com capim, esse barro torna-se pronto para preencher as frestas da madeira, firmando as paredes de uma nova morada. Pau a Pique foi a continuidade de um processo de qualificação do elenco do Núcleo, por meio de uma pesquisa que investiga as convergências e contaminações entre culturas indígenas e de matriz africana no Brasil, e suas reverberações na dança cênica contemporânea. Com a chegada da pandemia de Covid-19, em 2020, o projeto precisou adaptar parte de suas ações ao formato online. Entre as ações desenvolvidas, destacam-se: o Cine Dendê, mostra de vídeos que dialogam com as temáticas abordadas pelo coletivo; A Roda Não Pode Parar, com rodas de conversa online sobre capoeira, e Parou Para Quentar, encontros voltados ao universo do tambor de crioula. Também foram realizados bate-papos e trocas de saberes com mestres, mestras, pesquisadores e lideranças de distintas tradições e oficinas, fortalecendo a proposta do projeto de cruzar linguagens e experiências entre o corpo, o território e as poéticas afro-ameríndias.

Pau a pique - Morada de Dança e Poética Afro-Ameríndia, contemplado pelo Edital de Fomento do Fundo de Arte e Cultura do estado de Goiás 2018 - Edital Dança 16/2018.